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Dr. Jorge

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Como estudar para provas – dicas de revisão que realmente funcionam!!! (cientificamente comprovadas)

Você quer mais dicas sobre como estudar para provas, certo? Lógico que sim, senão não estaria lendo este texto! Bom, eu vou dar várias dicas, porém com um diferencial: todas elas são fundamentadas em estudos científicos. Ao final do texto, na seção “FONTE”, eu cito os estudos científicos com o link. São todos artigos acadêmicos, em inglês, em portais acadêmicos (geralmente é preciso pagar para lê-los ou ter um acesso remoto VPN ou ser assinante de um repositório como o Jstor e similares). A boa notícia é que eu li e estudei todos eles e este texto que você está lendo agora, escrito em uma linguagem simples, é baseado precisamente nessas pesquisas cientificas. São técnicas de estudo eficientes, que funcionam e ajudam você a fixar o conteúdo.

Introdução

Em primeiro lugar, eu vou falar sobre as técnicas que NÃO funcionam. Quase todo mundo usa, mas não são as mais eficientes: ler e reler, destacar (highlighting) e, finalmente, memorizar/tomar notas. Não é assim que você e quase todo estuda? Fazendo resumos, relendo e tomando notas? Bom, esse não é o jeito mais eficiente de memorizar nem de aprender nada!

A seguir, irei explicar o conceito de recall ativo (active recall), que é, simplesmente, a estratégia de revisão de conteúdo mais eficiente. Finalmente, darei exemplos de como, na prática, aplicar o recall ativo na sua rotina de estudos. Ao final deste texto, eu espero, você terá aprendido uma série de estratégias para conduzir seus estudos de forma mais eficiente e proveitosa.

Aprendendo a estudar

A verdade é que se espera dos estudantes que estudem. Porém, normalmente, ninguém nunca os ensina como estudar. Isso eles aprendem sozinhos e vão, intuitivamente, fazendo aquilo que acham que funciona melhor. Você provavelmente faz assim – eu, nos meus primeiros anos de graduação, também fazia assim. Contudo, as técnicas e métodos que os estudantes usam para tentar fixar conteúdos complexos frequentemente NÃO são as técnicas que funcionam melhor. Simplesmente não é assim que o cérebro humano retém informação. Possivelmente, VOCÊ ESTÁ FAZENDO TUDO ERRADO.

3 técnicas de estudo que NÃO funcionam – e que você precisa abandonar!

Comecemos, então, com 3 formas de estudar muito comuns, muito populares e que, na verdade, não funcionam muito bem.

1. Ler e reler

A imensa maioria dos estudantes simplesmente lê a bibliografia de seus cursos, os textos de referência e, em seguida, os relê para fixar melhor. VÁRIOS estudos demonstram que isso não funciona. É uma das técnicas mais ineficientes, na verdade. VOCÊ ESTÁ PERDENDO SEU TEMPO!

Um artigo do Dr. Jeffrey D. Karpicke, publicado na página Associação Americana de Psicologia, em 2016, afirma o seguinte:

Uma quantidade abundante de pesquisas demonstra que a repetição passiva da leitura produz pouco ou nenhum benefício para o aprendizado. No entanto, mesmo assim, a leitura repetida é a estratégia de estudo que os estudante mais frequentemente afirmam usar.

2. Destacar (highlighting)

Todos nós (estudantes, acadêmicos, professores, pesquisadores e leitores em geral) gostamos de destacar trechos. Algumas pessoas até marcam com marca-texto ou canetinha hidrográfica trechos inteiros de livros que pegam emprestados na biblioteca (NÃO faça isso!). Outros destacam com lápis etc (espero que sejam seus próprios livros!). Isso funciona para fixar melhor o conteúdo? NÃO!Um estudo recente conclui que essa prática, na verdade pode ATRAPALHAR quando se trata de estudos complexos que requerem um raciocínio mais atento e inferências. Ou seja, o estudante deveria estar lendo de forma ativa para compreender, raciocinando, mas fica tão preocupado em MARCAR, MARCAR… que acaba perdendo o foco).

Destacar trechos dos textos oferece algum conforto psicológico, mas é uma ilusão.

3. Tomar notas.

Todos nós também tomamos notas, certo? Esse é um método que tem alguma eficiência, sim, mas é difícil mensura porque depende de como o estudante toma notas. Ele pode estar simplesmente fazendo anotações daquilo que nem é o mais importante ou de algo que, na verdade, ele entendeu errado. Em suma, é uma prática que pode ser útil para quem já sabe resumir e sintetizar bem. De qualquer forma, mesmo quando ajuda, ajuda só um pouco. Fazer anotações, no geral, é divertido – mas é uma perda de tempo também.

Mas, você deve estar pensando, como sobrevivi todos esses anos fazendo assim?  Você conseguiu (caso tenha conseguido) seguir com sua vida acadêmica apesar de usar essas técnicas e não graças a elas.

O que fazer então? Conheça o Active Recall

Existe uma técnica simples que é a mais eficiente: chama-se, em inglês, active recall ou recall ativo (ou Recordação Ativa). Também é chamado de Active Retrieving (em inglês, retrieve tem o sentido de resgatar, recuperar etc).

Input e output – entrada e saída

A maioria dos estudantes pensa que estudar é só input, ou seja, somente entrada. Você basicamente “alimenta” (input) seu cérebro com informação. E a parte do retorno, da “saída” (output) seria só na hora da prova ou quando você precisa aplicar o que foi aprendido. Porém, não é assim que o cérebro humano funciona. O input, a internalização do conteúdo só vai acontecer se você exercitar o output. Não é só se lembrar do que você leu, mas lembrar-se de uma forma ativa. Resumindo, nós aprendemos praticando. É algo simples e verdadeiro. Um meta-estudo de 2013 (que analisou mais dezenas de pesquisas), concluiu que:

Estudo por meio de testes práticos tem uma alta eficiência. Estudo por meio de testes práticos não toma muito tempo (em comparação com outras técnicas) e pode ser implementado com o mínimo de treino.

Existem vários e vários estudos comprovando isso, mas vamos direto ao que nos interessa aqui.

Praticando recall ativo

O que é, na prática, recall ativo? Sabe quando você lê algo, acha que entendeu, mas quando vai tentar explicar a alguém, engasga e não consegue? Você pode reler e reler várias vezes e isso continuará acontecendo. O que você pode fazer, enquanto lê, é escrever não aquelas anotações, mas perguntas. Tente criar uma pergunta cuja resposta você sente que saberá responder (algo que você entendeu na hora, enquanto estava lendo). Depois que você tiver lido, em outro momento, você irá ler essas perguntas e tentará respondê-las sem consultar o livro nem anotações. Depois, claro, consultará para ver em que errou ou se acertou etc. É basicamente só isso. Simples, não?

Qualquer coisa que seja ativa e não simplesmente releitura passiva é eficiente. Forçar seu cérebro a tentar se lembrar do que foi lido (sem consultar), responder perguntas…

Existem ferramentas que podem ajudá-lo a fazer isso

  • O aplicativo ANKI funciona com os flashcards. Esse aplicativo é MUITO útil inclusive para fixar coisas que dependem basicamente de memorização mesmo (terminologia, siglas etc). Quando você responde uma pergunta, você pode classificar como fácil, difícil, muito fácil etc. Se ela foi avaliada como difícil, o aplicativo continua fazendo ela reaparecer nas suas sessões de prática, até ela ser classificada como fácil. Já aquilo que foi marcado como fácil, irá reaparecer, porém após um período de tempo maior.
  • Outra forma de usar o recall ativo é tomando notas – a diferença é que você tomará notas de uma forma ativa, não enquanto está lendo (simplesmente copiando), mas, por exemplo, após terminar de ler um artigo ou a subseção de um capítulo, você tentará escrever sobre o assunto, com suas próprias palavras e tentando se lembrar dos principais pontos abordados.
  • Finalmente, ao assistir uma palestra ou uma aula, não tome notas simplesmente repetindo o que está sendo dito, mas fazendo perguntas – que você tentará responder depois, forçando-se, assim, a se lembrar ativamente do conteúdo. No caso de textos, você será capaz de responder as perguntas consultando o próprio texto. É uma forma de revisar muito mais rápido do que ficar relendo tudo e muito mais eficiente – comprovadamente! Essas perguntas podem ser anotadas na forma de cartas com a resposta no verso (método de flashcards) – o objetivo seria tentar responder primeiramente sem olhar a resposta. Não resolva simplesmente perguntas que outros escreveram para você (em quizz, testes etc), mas tente você mesmo formular perguntas para você mesmo responder depois!

Fontes:

Conclusão

Quase todos nós crescemos, na escola, nos acostumando a tomar notas, reler e destacar trechos. Contudo, hoje sabemos que tais técnicas não são eficientes. Porém, sabemos também que dificilmente a maioria das pessoas irá abandoná-las tão facilmente ou tão rapidamente. O que você pode e deve fazer é tentar combinar esse hábito de tomar notas etc com outras técnicas – como essas que você aprendeu aqui. Assim, aos poucos você vai tornando seu hábito de fazer anotações etc em algo ativo e não passivo.

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