Seu trabalho em boas mãos

You may like:

Ligue para: (21) 96738-7614

  • No products in the cart.
Image Alt

Dr. Jorge

  /  Dicas de como estudar   /  Como estudar para provas – revisão usando tabelas retrospectivas

Como estudar para provas – revisão usando tabelas retrospectivas

Introdução

Nos meus anos de estudante universitário, eu revisava o conteúdo para uma prova usando o método de revisão com timetable prospectiva – embora eu não chamasse assim. Ou seja, eu planejava minha revisão com antecedência. Por exemplo, 6 semanas antes. Quase todo mundo faz assim. Porém, nos últimos anos, tenho usado um método diferente: retrospectivo.

Mas o que seria prospectivo? Retrospectivo?

Introdução

Primeiramente, vou explicar como é o método prospectivo – que a maioria das pessoas usa, sem saber. E vou explicar quais são os problemas desse método. Em seguida, explicarei o método que chamo de prospectivo e porque ele resolve todos esses problemas!

Finalmente, mostro como, usando Google Sheets (ou qualquer outra ferramento), crio minha tabela de revisão retrospectiva – e mostro como o estudo fica mais eficiente com recall ativo e repetição espaçada.

Comecemos com as definições.

Definições

Timetable

Timetable é um cronograma ou uma tabela com um planejamento.

Retrospectiva

Retrospectiva, é claro, significa rever coisas que já aconteceram. Vem do latim retrospectare (“olhar para trás”). Retro tem esse sentido de algo atrás – pense no espelho retrovisor do carro ou na palavra retroceder. Já a prospectiva é o contrário, é exatamente aquilo que se vê de longe ou no futuro.

Quando as pessoas se programam para estudar, geralmente elas fazem uma tabela, colocam as datas e quais são as matérias que elas revisarão em cada dia. Ou seja, você basicamente tenta prever, com antecedência, quais disciplinas irá estudar a cada dia. Ótimo, não? Bom, planejamento sempre é bom. Contudo, tal método tem alguns problemas. Destaco quatro problemas principais:

Limitações do método retrospectivo

  1. Você não é profeta. É estranho tentar adivinhar com quais disciplinas você terá problemas, uma, duas semanas antes. Por exemplo, você pode ter se programado para ter estudado um determinado assunto na quarta-feira, mas, naquele dia, surge uma dúvida ou problema em outra área. Ou ainda, você simplesmente sai com os amigos e faz outra coisa. No final das contas, você acaba não seguindo sua própria timetable e fica frustrado.
  2. O problema de se programar assim é que nosso cérebro começa a pensar nos estudos de revisão como sendo uma função do tempo e não uma função dos temas. Você começa a pensar assim: “hoje é terça-feira, vou olhar minha timetable. Ah, hoje é dia de revisar tal e tal matéria. Vou revisar 3 matérias”.  Contudo, é muito melhor, ao invés disso, se organizar pensando em termos de disciplinas e conteúdos. Afinal, o importante é que até o dia da prova você tenha coberto os assuntos de que precisa.
  3. O principal problema é que, seguindo uma tabelinha prospectiva, você não consegue ver o quanto você realmente sabe sobre o que está estudando. Você olha para a tabela e está lá: você estudou Cálculo 1 no dia 5 de agosto. Ok, mas você domina esse assunto?
  4. Criar esses cronogramas já é, em si mesmo, uma espécie de exercício de procrastinação. Gasta-se tempo criando uma tabela dessas. É possível fazer uma tabela bem bonitinha, com canetinhas coloridas… Ou no Word ou no Excel ou outra ferramenta, com cores, filtros etc. Mas para quê?

O método prospectivo

Um outro método, que considero melhor é prospectivo: você começando listando as disciplinas que cursa e os tópicos de estudo de cada uma. Esses assuntos (ou temas de estudo) é que são listados um embaixo do outro na coluna principal – repare que é exatamente o contrário da timetable prospectiva (na qual você colocava primeiro as datas). 

Essa lista de assuntos é só uma lista. Você irá decidir a cada dia o que irá estudar – em qualquer ordem.

Exemplos

Então, se hoje é, digamos, 6 de outubro e resolvo estudar Teoria da Aliança (um assunto que estou vendo na matéria Introdução à Antropologia), eu simplesmente anoto que estudei isso no dia 6 de outubro – no coluna ao lado dos temas. Dia 7 de outubro, eu me lembro que não revisei nada sobre a teoria da descendência e, então, me dedico a fazer isso. Vou e anoto, ao lado de “teoria da descendência”, que a revisei em 7 de outubro. Nos dias 8 e 9, eu simplesmente estudo o resto dos temas, pois vejo que estão em branco ainda e, portanto, não os estudei.

Usando recall

Bem, no dia 11, eu noto que tem 4 dias que eu revisei a teoria da descendência, mas nem tudo foi bem fixado. Logo, decido estudar novamente. Ao invés de simplesmente olhar minhas anotações feitas 4 dias atrás (isso não é eficiente!), eu uso a técnica de recall ativo. Como funciona? Simples: quando eu estudei o assunto, 4 dias atrás, eu escrevi uma pequena lista de perguntas sobre o assunto, para eu mesmo responder depois. Então, eu tento respondê-las sem consultar o livro nem nenhum material de referência e depois vou conferir. Note que não é simplesmente um recall passivo – é ativo! Você coloca a mão na massa.

A sua tabela, espero, irá começar a mudar de cor…

Conferindo, chego à conclusão de que estou dominando razoavelmente o assunto, mas ainda não tão bem. Destaco-o com a cor amarela (ou vermelha, se estiver muito ruim) para não me esquecer de voltar a ele depois, em um próximo dia. Assim, sigo com outro assunto – digamos, “parentesco complexo”.

Usando a repetição espaçada

Rapidamente, noto que já estou dominando esse assunto – então, marco-o na tabela com verde. Daqui a alguns dias, eu priorizo o estudo dos assuntos que ainda estão vermelhos ou amarelos (e não verdes). A cada dia, posso me perguntar: se a prova fosse amanhã, em qual assunto estou menos preparado no momento? Então, priorizo o estudo dele. Mesmo se, com alguns dias de folga antes da prova, eu estiver com todos os assuntos marcados com a cor verde, eu posso consultar as datas: se há um assunto que tem muito tempo que eu revisei por último, eu vou e reviso-o novamente! É isso a repetição espaçada. O importante é combinar repetição espaçada e recall ativo. Reviso, porém respondendo perguntas e não de forma passiva.

Priorizando

Ou seja, a cada dia priorizo algumas dificuldades e não perco de vista como estou dominando cada assunto ou tópico e não perco de vista qual tema preciso estudar mais. Assim, você consegue ainda ter uma visão geral de seu programa de estudos somente olhando para a tabela: se está quase tudo vermelho, as coisas não estão nada boas. Se está quase tudo verde, você foca em estudar de novo as coisas que estudou faz muito tempo.

Melhor ainda: não se perde muito tempo nem se “procrastina” muito para começar o estudo, fazendo esse tipo de tabela retrospectiva. Você simplesmente começa escrevendo a lista de todos os temas ou assuntos específicos que você precisa estudar. Pronto, já está aí sua tabela! É só ir anotando datas e mudando cores.

Liste “assuntos” e não discipinas

IMPORTANTE: não são as disciplinas cursadas que devem estar na tabela, mas sim a lista de todos os tópicos que existem dentro de cada disciplina!

Por exemplo, se você pegou a matéria chamada Economia1, ao invés de simplesmente colocar na tabela “Economia1”, você colocará ali a lista de coisas que está estudando nessa matéria: “Economia do Brasil Contemporâneo”, “Contabilidade Nacional”, “Cálculo” etc etc – um item embaixo do outro na coluna, como se cada um fosse uma “matéria” separada. É muito melhor do que simplesmente se programar em termos de “ah, preciso estudar Economia hoje – mas não sei o quê em Economia ou por onde começar…”.

Depois, é só ir simplesmente colocando, ao lado, as datas em que estudou e marcando as cores.

É isso, basicamente, a tabela retrospectiva! O nome parecia complicado, mas, na realidade, é muito simples. Quando você começar a organizar seus estudos assim, você vai se perguntar depois COMO você conseguia estudar de outra forma.

Usando Google Sheets e outras ferramentas

Mas fácil do que ficar com uma grande folha de papel marcada com vermelho e depois, do lado, amarelo, verde… é mais simples, ao invés disso, usar o Excel ou Google Sheets ou mesmo Airtable – é possível criar abas para cada dia ou cada semana ou mês. Todo dia, antes de começar a estudar, você olha sempre sua tabela. Com sorte, a cada dia a coisa irá ficando mais verde.

Pode ser uma simples tabela de duas colunas: Na coluna A, liste os tópicos de estudo. Na coluna B, a data em que você estudou por último e já marcada com uma cor indicando seu domínio do assunto (verde se está bom, amarelo se está mais ou menos e vermelho se está ruim ainda).

Fonte: How to study for exams – The Retrospective Revision Timetable

Conclusão

Essa é uma forma de organizar e planejar seus estudos sem perder a visão geral de quais temas precisam ser mais enfatizados – ela permite priorizar. Contudo, deve ser usada em conjunto com outras técnicas de estudo para uma assimilação eficiente. Acompanhe este blog e fique sempre por dentro!

Esse artigo foi útil? Você gostou? Se sim, compartilhe em suas redes sociais! Se você tem algum dúvida entre em contato comigo, eu posso ajudá-lo a organizar seus estudos. Clique AQUI!

Leave a comment

User registration

You don't have permission to register

Reset Password