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Dr. Jorge

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Como montar a sua estratégia de pesquisa

Você está no último período da graduação, venceu todos os créditos, só falta o TCC e você já escolheu o tema que mais lhe entusiasma. Porém, não faz ideia de como começar a pesquisá-lo. Ou pior, você está entrando numa pós, está com o projeto pronto e qualificado, mas tem pavor de ser aprovado na seleção pelo mesmo motivo. Já passou por algo semelhante? Então nos acompanhe que hoje iremos lhe dizer o que fazer depois de ter escolhido seu tema de pesquisa.

1. Levantamento de bibliografia

Raramente, muito raramente que um tema nunca tenha sido estudado antes, ou pelo menos não existam trabalhos anteriores sobre aspectos muito relacionados ao seu. Portanto, é inescapável que você demonstre a devida humildade e rigor e dê atenção aos bons estudiosos que o precederam. Afinal, quem é você na fila do pão para reinventar a roda? Com certeza eles têm coisas importantes a dizer que você talvez não pensaria sozinho, ou já tenham corrigido erros nos quais você cairia de forma desavisada ao longo da sua investigação. Dessa forma, capriche numa boa bibliografia. Ela não é só para impressionar a banca, mas para te guiar numa investigação séria.

Para isso, são muito úteis todas as ferramentas de busca e arquivamento de informações acadêmicas disponíveis. Biblioteca, internet, sites de universidades conceituadas, institutos de pesquisa, editoras, o que for. Uma boa parte do período inicial da sua pesquisa será de busca desenfreada e um tanto desajeitada por materiais de referência relevantes. Não tenha medo ou preguiça de mergulhar durante horas em uma tarefa que parece sem rumo. Faz parte do processo e vai lhe ajudar a ter uma ideia preliminar do que é importante e do que é supérfluo para dirigir seu tempo e dedicação.

Seleção

É aí que entra o fator mais importante: seleção. Não adianta colocar só um monte de referências e obras para fazer volume e fazer tipo. Bons orientadores e avaliadores enxergam esse tipo de enrolação a quilômetros. Você deve escolher obras que tenham relevância e significado dentro do seu trabalho. E como saber isso? É simples, dentro do seu tema, você já deve ter em mente uma ou mais perguntas ou problemas que precisam de uma resposta. O que você deseja saber e dizer ao final do seu trabalho? Tendo isso claro em mente, será quase instintivo perceber quando um determinado artigo ou dissertação fazem você se aproximar ou se afastar desse objetivo.

A sua pergunta/problema fundamental necessariamente puxará várias perguntas secundárias das quais ela depende, e assim você irá buscando responder a cada uma delas, num processo orgânico em rede que vai se completando como um mosaico.

2. Defina um plano de investigação

Eventualmente essa fase preliminar de mapeamento chegará em um ponto que lhe permitirá fazer um plano mais dirigido e racional de pesquisa. Quando você já tiver uma ideia mais clara do que é útil para o seu trabalho, terá elementos para saber quais obras devem ser lidas e quais perguntas devem ser respondidas primeiro e quais depois. “O que eu preciso saber para poder resolver essa minha dúvida?” deve ser a sua pergunta permanente durante o processo inteiro. Processo este que poderá mudar com o decorrer das suas leituras, já que você poderá encontrar informações novas que desviem seu foco para direções inesperadas.

Pré-projeto

Lembre que isso tudo já deve ter sido apresentado no seu pré-projeto de pesquisa, mesmo que de forma geral e de rascunho. Mas, ao invés de mantê-lo como um documento burocrático, use-o como seu mapa de viagem em permanente reajuste. Encare seu trabalho como uma investigação, um empreendimento para descobrir alguma coisa desconhecida. Essa é a substância do trabalho intelectual. Ao fazer isso, será mais fácil definir os passos práticos concretos que se deve dar. Defina seus objetivos e descobrir os meios necessários perde metade da dificuldade.

Ao final, seu plano deverá assumir a forma básica de uma lista ou de um fluxograma de passos, autores, obras e perguntas que se inter-relacionam. E isso organizado de forma lógica, que você possa seguir passo a passo.

3. Fale com seu orientador

Desde o início do processo seletivo e de qualificação, você deve criar uma relação de confiança e ativa com seu orientador. Se ele te aceitou em primeiro lugar, deve ser porque ele vê mérito no seu trabalho e tem qualificação para te guiar. Então, não desperdice essa pessoa valiosa. Mantenha contato frequente, peça ajuda, mostre seus plano e peça correções, ajustes, opiniões. Talvez você não concorde com os juízos dele de vez em quando, mas reconheça que ele é mais experiente e mais estudado e que, logo, você só tem a ganhar ouvindo o que ele tem a dizer com coração aberto.

Por exemplo, ele já pode facilitar muito o seu trabalho de levantamento de bibliografia sugerindo as principais obras que lhe interessam, ou até removendo o que for irrelevante, ultrapassado ou incorreto logo de antemão. Isso economiza muitas horas de biblioteca e até tardes inteiras de pesquisa em bancos de dados que podem ser melhor utilizadas em estudo produtivo e redação do trabalho. E, é claro, como seu orientador já fez os trabalhos dele antes, poderá te ajudar a montar o seu plano de forma mais eficaz.

4. Siga o plano

Não adianta nada definir objetivos, traçar estratégias e fazer um plano que não será seguido. Vale mais a pena fazer logo o trabalho de qualquer jeito e saia o que Deus quiser que, pelo menos, você economiza tempo. Mas, é claro, o correto é fazer o plano e segui-lo com consciência. O que significa abrir os livros, ler, anotar, fazer o registro do que você for aprendendo e encontrando. Comparar as referências, fazer avaliação do seu progresso diário, etc. Você só saberá se está funcionando se tentar executar as medidas que você determinou para a sua investigação.

E aqui é onde as diferenças entre os tipos de pessoas aparecem. Algumas são ótimas em planejamento, mas terríveis na execução. Outras, ao contrário, são incapazes de planejar, mas realizam com perfeição o que lhes indicam. Cabe a você mesmo se conhecer o bastante para saber qual seu ponto fraco e se preparar de acordo. Seja honesto consigo próprio e não fuja de encarar de frente as dificuldades que mais lhe pesam.

5. Adapte-se às condições supervenientes

É um fato do trabalho acadêmico que as coisas irão mudar ao longo da sua pesquisa. O que você imaginava de início não se mostrará tão correto, ou o seu recorte se mostrará ou muito restrito, ou muito amplo. Seu orientador apontará falhas de raciocínio ou lacunas de pesquisa, e assim por diante. Por isso, quase nunca que uma estratégia permanecerá idêntica ao longo do seu trabalho inteiro. Ajustes serão necessários, e é preciso não ser teimoso ou ficar apavorado quando isso acontecer. Como um barco navegando no mar, vai-se fazendo correções de curso à medida que as ondas e o vento empurram numa ou noutra direção.

Dessa forma, acostume-se com um planejamento contínuo e a antever possíveis novas circunstâncias. Claro que, eventualmente, seu prazo simplesmente irá se impor e você terá que se fixar num modelo final de ação. Por isso, é essencial que seu plano seja bem feito lá no início, para que os ajustes não se acumulem demais e você não acabe alterando eternamente um trabalho que não termina. Deve-se encontrar um equilíbrio entre flexibilidade de adaptação e compromisso com os mesmos objetivos.

6. Frequente a biblioteca

A biblioteca é o templo do estudioso. Não só ela contém muita informação necessária e valiosa para todo acadêmico, como seu ambiente é inteiro pensado para favorecer o estudo e a pesquisa. Claro que você pode fazer seus estudos e traçar suas estratégias em qualquer lugar que mais lhe agrade, mas a biblioteca é certamente uma ótima opção prioritária. Ter tudo à mão e paz e silêncio é uma conveniência tão grande que lhe deixará no clima certo para ter boas ideias. Provavelmente, se você ainda é um graduando, ou um jovem mestrando, não tem ainda o luxo de uma biblioteca pessoal ou de um escritório particular onde possa trabalhar com eficiência. Será muito mais fácil e natural fazer um planejamento e segui-lo de dentro de uma biblioteca.

Para começar, muitos dos seus materiais de pesquisa estarão disponíveis nela logo de cara, então você poderá concentrar mais trabalho em menos tempo. Além disso, as boas bibliotecas universitárias têm acesso eletrônico a bases de dados nacionais e, algumas, até internacionais, facilitando o processo de pesquisa. Nunca antes os centros de informação foram tão integrados, então, tire vantagem disso. E, por fim, simplesmente a própria arquitetura e organização do espaço de uma biblioteca convidam à concentração e ao estudo. Sair de casa, ir até ela e reunir seus materiais já é um ritual em si que o coloca no estado de ânimo perfeito para produzir.

Conclusão

A chave de tudo, como com tantas coisas na vida, envolve planejamento e disciplina. Parece difícil? E é! Mas respire fundo: um passo de cada vez. Nenhum desafio é tão grande que não possa ser dividido em partes menores!

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