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Dr. Jorge

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Escrever sem plagiar, uma questão de ética!

Como escrever uma apresentação, um relatório de estágio ou uma dissertação sem roubar os abundantes recursos da internet palavra por palavra? É muito tentador copiar e colar, mas, além de ser crime e estar sujeito a penalidades, esse mau hábito impede que você progrida na compreensão e na expressão escrita. Veja nossas dicas para sair dessa!

Os números…

“Que porcentagem do seu dever de casa tem pelo menos uma passagem idêntica da Internet?” A pergunta foi feita a cerca de 3.000 alunos em uma pesquisa realizada em abril-maio ​​de 2016 pelo site anti-plágio plagium.com .Resultado: vinte e um por cento dos alunos reconheceram que mais de vinte e cinco por cento de suas lições de casa continham pelo menos uma passagem copiada da Internet de forma idêntica. E sessenta e sete por cento dos professores, questionados pela mesma pesquisa, estimam que mais de vinte e cinco por cento dos alunos usam “copiar e colar” nos trabalhos.

Mais comum do que parece

O mal é, portanto, mais sério do que os alunos estão dispostos a admitir. No entanto, cada vez mais estabelecimentos utilizam softwares que identificam as passagens da lição de casa copiadas. Muitos também são ativistas anti-plágio e cada vez mais dão conselhos metodológicos sobre como citar ou reconhecer fontes. Mas isso não é suficiente para contrariar a terrível facilidade que as ferramentas digitais agora nos oferecem!

Por que somos tentados a copiar e colar?

A Internet nos oferece em um instante uma abundância de textos e recursos em qualquer área. Inclusive, às vezes, há até o assunto de sua dissertação ou tese já tratado. Então, por que tentar produzir o que já existe e que eu posso “recuperar” em dois cliques: “copiar e colar”? Muitas vezes, você lê o material com o tema que você precisa escrever e acha que o texto foi escrito de uma forma muito melhor do que você conseguiria. É então que surge uma mistura sutil de preguiça não admitida e falta de autoconfiança. Mas, muitas vezes, o trabalho a ser feito foi iniciado tarde demais.

A falta de tempo é um dos fatores

Portanto, os conceitos que teriam permitido a produção de um trabalho pessoal não foram assimilados. Vinte páginas de relatório para entregar amanhã? Não há mais tempo para trabalhar. Os recursos encontrados na internet são rapidamente montados e as vinte páginas são rapidamente vencidas. Afinal, por que não usar as novas ferramentas digitais? O conhecimento não é feito para ser compartilhado globalmente, como por meio da enciclopédia online Wikipedia? Então, por que não “copiar e colar”?

Copiar e colar: onde está o perigo para o aluno?

O Código Penal tem uma seção que trata especialmente dos Crimes Contra a Propriedade Intelectual. Pois quem produz algo é autor e dono daquela produção, qualquer coisa escrita, dirigida, produzida por alguém é de sua propriedade, isso é a propriedade intelectual. Copiar essas ideias sem a permissão do autor é crime, pois isso configura uma forma de roubo e roubar ideias é plágio. Na lei existem algumas especificações sobre o crime de plágio. Crime de Violação aos Direitos Autorais no Art. 184 – Código Penal, que diz: Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. Mas, mesmo que as penalidades possam agora ser muito severas (até a detenção), o risco mais sério não será detectado.

Empobrecimento intelectual

É o risco de empobrecer sua atividade intelectual. Na verdade, o “copiar e colar” te impede de formular suas próprias palavras: você não pensa realmente sobre o que quer dizer ou demonstrar. Então você não progride na compreensão do seu assunto. E é claro que você não traz uma ideia realmente pessoal. No final das contas, sua motivação para os estudos enfraquece! Em termos de expressão escrita, você também não está a progredir. Porque é escrevendo que conseguimos escrever melhor e não o contrário.

Cite suas fontes

Durante seus estudos e carreira, você certamente estará sob pressão para entregar ou melhorar resultados rapidamente. É importante administrar bem o seu tempo e esforço para não ficar tentado a chegar à conclusão de que a única maneira de concluir seu trabalho é plagiando. Para evitar o plágio, você pode citar repetindo parte do texto como está e usando aspas, ou parafraseando, ou seja, reformulando as ideias dos autores com suas próprias palavras. Em ambos os casos, a fonte das idéias deve ser mencionada.

Os dois desafios: saber o que dizer e como dizer

Para não saquear textos escritos por terceiros, mas produzir os seus próprios, há dois desafios a superar. O primeiro é que, antes de escrever, você deve saber o que quer dizer. Ou seja, você tem que pensar em que ideia, que tese, que argumento, que ponto forte que você quer defender e transmitir aos seus leitores neste dever. Portanto, é você que estuda, é você que reflete e pode contribuir com a sua parte para o debate. O segundo desafio é que, na hora de escrever, você tem que saber dizer. Isso significa que você precisa pensar em como apresentar suas idéias, articulá-las, ilustrá-las, justificá-las, tudo isso da forma mais clara possível. E agora nosso conselho “anti-copiar-e-colar” para adquirir essas duas habilidades.

Mas o que dizer?

Quando você tiver uma tarefa de casa, comece o trabalho com bastante antecedência. Você precisa de tempo para assimilar o conhecimento, aprendê-lo, para entendê-lo, para digeri-lo. Portanto, leva tempo para suas idéias germinarem. Para um relatório de estágio, por exemplo, é durante o próprio estágio que você deve começar a fazer anotações sobre suas observações. É claro que você deve se documentar, reunir todas as informações de que precisa sem eliminar a Internet, mas privilegiando as fontes mais confiáveis. Ou seja, instituições oficiais, sites especializados ou periódicos indicados por seus professores. Além disso, há também trabalhos de pesquisa relacionados a seu assunto. Liste todos os documentos encontrados.

Como descobrir o conteúdo que você quer passar

Sublinhe as passagens, as frases ou as citações que lhe parecem interessantes, pois os rascunhos são o lugar certo para “copiar e colar”. Porém, não se esqueça de indicar de onde vêm (o site, a revista, o artigo) e quem é o autor (um professor, um pesquisador, um escritor, etc.). Além disso, saiba que o papel continua sendo o meio preferido para uma leitura profunda e atenta.

Aprenda a sintetizar e ordenar o pensamento

Pode ser, também, que seja um documento mais longo, mais difícil de entender. Neste caso, imprima (a menos que seja um trabalho em papel) e leia numa boa cadeira. O suporte de papel é mais adequado para uma leitura “profunda e atenta” do que a leitura na tela, como mostras as últimas pesquisas em psicologia cognitivo comportamental. Por fim, sintetize toda a sua documentação, mas veja que, para isso, você pode usar por exemplo a técnica do mapeamento mental representando visualmente todas as ideias em um grande quadro. Ordene-os mostrando os links lógicos (com setas ou outros símbolos) entre os temas. Faça perguntas a si mesmo, classifique argumentos, exemplos, etc. Ao fim desse processo você percebe que tem uma ideia central? Um grande problema para desenvolver? Uma pergunta que você quer fazer? Você mantém o essencial do seu dever: o conteúdo a ser expresso e transmitido.

Como expressar suas ideias para si mesmo

Agora você pode fazer um plano em torno de sua ideia central, pois é a sua mensagem. Ou seja, o que você quer dizer, que serve como a espinha dorsal do seu próprio trabalho, portanto. Respeitando as instruções de formulário dadas pelo professor (por exemplo, fazer um plano em duas ou três partes, com tantas páginas etc), procure não perder a sua própria diretriz, pois há o risco de “encher linguiça”. Portanto, não busque fazer “preenchimento” para respeitar a todo preço uma numeração imposta pelo professor. Reveja o conteúdo e pense em como acrescentar mais coisas e questões de verdade.

Saiba descartar

Nesta fase, já se percebe que os textos ou trabalhos de casa “prontos” que possam ser encontrado na internet não correspondem ao que você pretende dizer. Portanto, você pode jogá-los no lixo. Se for um trabalho escrito bastante longo, por exemplo uma monografia final, faça um plano bem detalhado. Escreva com suas próprias palavras os títulos, subtítulos e a ideia central de cada capítulo e subdivisões. Então indique todas as conexões lógicas necessárias, pois você precisará expor os argumentos opostos, exemplos ou, pelo contrário, exceções. Mas, seja qual for o seu assunto, as ideias devem fluir juntas de uma forma lógica e proporcional. Além disso, anote em seu plano onde colocará citações, exemplos ou resultados de pesquisas encontrados em livros. Ao escrever, fique longe de documentos que você possa se sentir tentado a copiar literalmente.

Mãos na massa!

E agora comece a escrever, mas, para cada parágrafo, tente reler seu esboço para ver onde você está e o que quer dizer lá. Concentre-se em capturar sua ideia mentalmente e escreva-a com suas próprias palavras, mas sem se preocupar com o estilo a princípio. Se precisar consultar um documento antes de escrever uma parte, leia-o novamente e o feche antes de começar a escrever para não ficar tentado a copiá-lo palavra por palavra. Porque, por um lado, seria plágio, e, por outro lado, esta passagem escrita por outro pode não corresponder exatamente ao seu pensamento, ou ao estilo de sua própria escrita. Por exemplo, em um relatório de estágio, não copie e cole a história da empresa encontrada no folheto corporativo, mas tente manter apenas os elementos objetivos de interesse para sua finalidade.

Usando fontes

Você pode, é claro, citar textos escritos por outros. Porque muitas vezes, é mesmo necessário apoiar ou ilustrar o que você está dizendo. No entanto, certifique-se de citar suas fontes. As palavras extraídas literalmente de outra fonte (livro, artigo) devem ser colocadas entre aspas e a referência desta fonte deve ser indicada. Da mesma forma, se você citar um trecho de um artigo encontrado na internet, deverá indicar o autor e o nome do site (ou ainda o endereço URL da sua versão digital). Se você resumir a ideia encontrada no livro, também deve dar a fonte, porque você não quer correr o risco de passar a impressão de que seja sua. Por outro lado, se você afirma verdades conhecidas de todos (por exemplo, “Existem quatro estações na zona temperada do hemisfério norte), é inútil fornecer uma fonte.

Faça bem as citações para evitar o plágio

No ensino superior, você deve ser particularmente rigoroso sobre como mencionar fontes em uma tarefa. Pois não fazer isso é considerado “plágio“, ou seja, fraude. Se, por exemplo, você copiar e colar um trecho de um texto encontrado na internet e escrito por outro sem indicar a fonte ou colocar aspas, você passa o trabalho de outro (seu texto) como seu. Além disso, você priva o seu leitor de referências úteis que podem permitir que ele vá mais longe. No fim das contas, portanto, você está empobrecendo o seu dever.

Verifique o modelo

As universidades agora oferecem conselhos específicos aos alunos sobre como citar fontes, escrever referências bibliográficas (por exemplo, com software específico e nos sites das bibliotecas da faculdade) e estar vigilantes no trabalho em grupo (se um aluno está plagiando, tudo os demais são solidariamente responsáveis). Portanto, descubra o que sua Universidade oferece e, em caso de dúvida, peça o conselho de um professor.

Releia-se

Assim, o seu primeiro rascunho foi escrito, mas você está longe de ter terminado. Você ainda tem que se reler cuidadosamente (na tela e, se possível, no papel) para detectar todos os erros e passagens a reescrever e alguma citação sem fonte. Agora é a hora de melhorar o estilo, mas também de refinar suas ideias, para completar com precisão as referências que faltam, e, então, para finalizar o layout formatando o texto de acordo com as normas da ABNT ou da faculdade.

Esse trabalho de revisão também ajuda a controlar melhor o assunto. Para trabalhos importantes (tese, dissertação), é fortemente recomendado obter a opinião de um professor (tutor, orientador de tese) sobre a qualidade do trabalho antes da apresentação final. Qualquer estudo ou trabalho de pesquisa deve ser baseado em fontes científicas reconhecidas.

Conclusão

Não é porque a informação está livremente acessível na Internet que pode ser usada sem mencionar a fonte.

Qualquer extrato textual, mas também ideia ou conceito original, dados quantificados, imagem, gráfico, etc. que pode ser utilizada em um trabalho acadêmico deve incluir, assim que aparecer, uma menção explícita de sua procedência (fonte consultada). Intencional ou não, o não cumprimento desta regra constitui plágio em si.. Trata-se, portanto, de uma violação ética no plano científico, que pode ser caracterizada como crime no plano jurídico (contra propriedade intelectual). Além disso, trabalhos universitários contaminados com plágio podem ser sancionados e invalidados. As Universidades estão cada vez mais equipadas com softwares de detecção de plágio, portanto, você não quer arriscar sua integridade por preguiça ou falta de autoconfiança de que você é capaz de fazer um bom trabalho.

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