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Dr. Jorge

  /  Dicas de como estudar   /  Pandemia e autodidatismo

Pandemia e autodidatismo

A pandemia COVID-19 e o confinamento marcaram uma parada abrupta nos estudos, desde o infantil até a pós-graduação, mas também proporcionou um incentivo ao autodidatismo. Todo o ensino face a face foi cancelado e adiado indefinidamente. A recuperação também será complicada de se implementar devido às restrições de distanciamento a serem respeitadas. Em contrapartida, muitas ofertas de formação à distância surgiram nas redes sociais nas últimas semanas (conferências online, tutoriais, MOOCs, etc.). Embora esse tipo de ensino forneça uma resposta interessante à crise atual, os alunos podem rapidamente se afogar na infinidade de ofertas e perder seus objetivos de aprendizagem. Portanto, é importante que os estudantes construam um processo estruturado e comecem a refletir sobre sua autoformação. A crise atual representa de fato uma oportunidade única de desenvolver uma habilidade rara que pode ser mobilizada ao longo da vida: aprender a aprender.

“Novo normal”?

Sabemos que a vida, a partir da pandemia de coronavírus em 2019, tomou novos rumos. Isso porque ouvimos em todos os lugares sobre o “novo normal”. Mas como lidar com essas novidades quando se trata de vida acadêmica? As universidades, professores e alunos tivemos todos que nos adaptar a um novo sistema de ensino. Além disso, tal sistema não era exatamente o EAD, nem o presencial. É uma situação nova, portanto, que exige muito mais participação ativa dos alunos e, embora muito trabalhosa para os professores, coloca o aluno como agente principal do saber.

O que é autodidatismo?

Autoeducação é o ato de adquirir conhecimento ou uma habilidade sem ter outra pessoa para ensiná-lo. Afinal, você é o único que ajudará a si mesmo a obter esse conhecimento sem qualquer educação formal e você será educado sem qualquer escolaridade formal. Segundo Emerson Dias, autor de “Como se Tornar um Autodidata: A Arte de Aprender por si mesmo”, o autodidatismo “corresponde à formação que a pessoa se dá”. É complementar à heteroformação, que “designa a formação” por “outros”, realizada em um quadro institucionalizado (escola, universidade, instituto de formação, etc.). O autodidatismo é, portanto, uma forma de aprendizagem realizada por si mesmo, para si mesmo. Mas o autodidatismo não significa necessariamente ficar sozinho diante de uma página em branco. O autodidatismo é baseado nos recursos disponíveis no ambiente (livros, artigos, MOOCs, interações sociais, etc.). Também é alimentado por esse ambiente.

Liberdade de aprendizagem – assumindo o controle

Por exemplo, a crise atual e o confinamento, por sua natureza sem precedentes, trazem novos conhecimentos (conhecimento de si mesmo, da capacidade de viver em confinamento, de criar novos vínculos sociais, etc.), que irão influenciar autodidatismo de uma forma ou de outra. Falaremos então de autoformação ecológica, treinamento de si mesmo, em interação com o meio ambiente. Portanto, é de salientar que ao autodidatismo oferece a possibilidade de escolher as próprias disciplinas de estudo, mas também os meios implementados para a formação. O autodidatismo, portanto, traz uma verdadeira liberdade de aprendizagem e leva o aprendiz a “assumir o controle de sua formação e do significado que pretende dar a ela”, ainda segundo Dias.

Como organizar a sua autoformação?

A autoeducação tem feito parte da vida de muitas pessoas em nosso tempo, mas a verdade é que muitos de nós nem percebemos isso. Aprender algo por conta própria pode ser realmente uma ótima experiência e você pode, portanto, criar facilmente um plano personalizado para ajudá-lo a controlar o que precisa aprender. Afinal, existem algumas etapas que você pode seguir para criar seu próprio plano de autoeducação personalizado. Aqui estão algumas etapas importantes:

1. Fique ciente de suas habilidades

O autodidatismo é praticado por bebês desde tenra idade, especialmente quando estão aprendendo a falar sua língua materna (provavelmente a partir do terceiro trimestre de gravidez). Eles isolam as palavras ouvidas em frases (por exemplo, isolam a palavra “carro” quando sua mãe diz “Vou colocá-lo no carro”) e as associam a um significado (associação da palavra e do objeto “carro”). Eles então ancoram esse conhecimento em sua memória por meio da repetição (dizer a palavra “carro” cada vez que vêem um carro). Mas quanto mais a criança avança em idade, mais a autoformação é substituída pela heteroformação, realizada na escola e depois na vida profissional. Portanto, a prática do autodidatismo é assim diluída.

Reativando a prática

O primeiro passo do sistema de autodidatismo consiste, portanto, em “reativar” essa prática, tomando consciência das próprias capacidades pessoais. Todos são capazes de estabelecer a lista de conhecimentos adquiridos por meio do autodidatismo: a primeira língua materna, mas também a prática de um instrumento musical, jardinagem ou conhecimentos de física quântica. A chave é identificar o caminho já percorrido.

2. Identificar métodos de aprendizagem pessoal

Uma vez estabelecida a lista de conhecimentos adquiridos por si mesmo, o autodidata pode realizar uma análise reflexiva a fim de identificar as ferramentas e métodos utilizados durante essa aprendizagem. Assim, perguntará a si mesmo qual foi a sua força motriz. Além disso, como ele avaliou seu progresso? E como ele articulou teoria e prática? Que ferramentas ele usou para isso, portanto? Além, como ele conseguiu mobilizar seu conhecimento em novas situações? Por fim, como esse conhecimento mudou sua percepção de si mesmo?

Empoderamento

Conforme indicado acima, o autodidatismo constitui um “empoderamento” do aprendiz sobre seu treinamento, mas também sobre os métodos utilizados. Além disso, coloca em questão a sua “relação com o saber”, ou seja, a sua forma de aprender e se formar. Não somente isso, mas também os métodos e caminhos que a pessoa gosta de percorrer para atingir os objectivos de aprendizagem que se propõem. Métodos esses que, por fim, não correspondem necessariamente a uma metodologia acadêmica “padrão”. Porém, quanto mais o autodidata se conhecer, mais ele será capaz de mobilizar efetivamente essas ferramentas e métodos com vistas a novas aprendizagens. É por isso que o autodidatismo consiste tanto, senão mais, em analisar os próprios métodos de aprendizagem quanto em adquirir novos conhecimentos.

3. Aprenda e pratique

A terceira fase do autodidatismo consiste no curso de aprendizagem, mobilizando as ferramentas e metodologias identificadas durante a análise reflexiva. Além disso, pode ser complementado por aplicações práticas que permitem comparar o conhecimento teórico com a realidade no terreno prático. Nesse ponto, o autodidatismo tem uma vantagem considerável sobre a heteroformação. Na verdade, o autodidata, sendo livre para escolher seus temas de estudo, pode privilegiar temas que podem ser mobilizados com facilidade e rapidez. No caso da heteroformação, as disciplinas de estudo são, pelo contrário, determinadas pelo professor, segundo uma progressão que lhe é própria. O estudante nem sempre tem oportunidade de colocá-los em prática imediatamente, daí a adição de exercícios e simulações.

Alternando produção e aprendizagem

Porém, alternar aprendizagem e produção prática permite refinar a teoria, progredir e iniciar uma dinâmica de melhoria contínua. Além disso, uma vez lançada essa dinâmica, o rigor de sempre buscar e aprender torna-se um hábito, um traço da mente. Portanto, autodidatismo se auto-alimenta. Aliás, enquanto o autodidata mantiver essa vigilância contínua, ele sempre aprenderá, mesmo que não esteja mais em confinamento.

4. Métodos práticos de autodidatismo

Além das três etapas interiores para se formar psicologicamente como um autodidata, há algumas práticas de estudo que vão te ajudar a exercer tal capacidade. A primeira delas é preparar uma sala para estudar. Como você não aprenderá em sala de aula, é importante que você tenha uma sala onde não faça nada além de estudar. Além disso, ter um lugar próprio para o estudo será muito útil quando você quiser encontrar um lugar para se concentrar e ter todos os suprimentos necessários. Você também pode procurar um quarto em sua casa onde não seja distraído por outros membros da família ou, em último caso, um Café ou Biblioteca.

Estabelecendo metas

A segunda ação é estabelecer metas sobre o que você deseja aprender. Ora, depois de decidir sobre o que deseja aprender mais, comece estabelecendo metas. Esta etapa será muito útil se você quiser continuar aprendendo mais e não esquecer as informações que acabou de aprender. Além disso, às vezes tendemos a querer assumir muito mais do que podemos suportar. Também isso pode fazer com que falhemos uma determinada tarefa sem experimentá-la adequadamente. Portanto, comece baixando o nível de autoexigência e trabalhando em direção a coisas mais difíceis, para que possa ver resultados duradouros.

5. Seguindo os métodos na prática

Em terceiro lugar, você deve seguir um cronograma de estudo. Pois, quando se trata de aprender algo novo, você pode realmente achar difícil se comprometer a aprender regularmente, semanalmente. Além disso, depois que a empolgação inicial passar, você poderá descobrir que tem coisas mais interessantes para fazer durante a semana e logo acabará não tendo tempo para seu projeto de autoeducação. Portanto, a melhor maneira de lidar com esse problema é agendar suas sessões de aprendizado para horários e dias da semana específicos. Assim, quanto mais estruturada for a sua programação, maior será a probabilidade de você segui-la. Você saberá que tem um dia e uma hora especiais em que não deveria estar fazendo mais nada e assim poderá realmente cumprir o meta.

Aplicando as habilidades

Aplique suas habilidades, pois, mesmo depois de ter aprendido algo, você precisa se certificar de que é capaz de usar o conhecimento em várias situações e de que, aconteça o que acontecer, você não esquecerá. Afinal, a melhor maneira de fazer isso é usar essa nova habilidade em qualquer situação que você puder. Aprender uma nova habilidade sozinho pode ser muito divertido. Além disso, há muitas informações disponíveis para nós que podem realmente nos ajudar a aprender muitas novas habilidades e nos fazer crescer ainda mais, se usadas corretamente. Mas seguir um plano individual, enquanto aprende uma nova habilidade, é muito importante se você deseja ter sucesso. Portanto, quanto mais esforço você colocar em aprender algo novo, melhores serão os resultados.

6. A importância dos livros no autodidatismo

Grande parte da formação de um autodidata se dá por meio da leitura assídua. Ora, se os livros são fundamentais para qualquer formação institucional e conduzida por um professor, quanto mais o serão numa formação autodidata! Ler é fugir do nosso quotidiano triste e monótono, pois é partir para um mundo desconhecido e pode nos deixar levar pela história. Além disso, ler é uma maneira real de sair de sua vida por algumas horas e descobrir e experimentar coisas novas por meio de personagens de ficção.

Leitura e escrita

Além disso, a leitura não pode ser dissociada da escrita, é impossível. Pois, assim como a escrita não pode ser dissociada da leitura, mas é a mesma coisa! A leitura permitirá que a alma do seu escritor conheça os clichês, os contornos gerais de um gênero, as ações que pontuam um romance, entender o que são uma atmosfera e um personagem bem construído … Em suma, a leitura permitirá que você aprenda escrever de forma simples e permitirá que você, que já começou a escrever, melhore suas técnicas.

Conclusão

A leitura nos permite abrir nossas mentes, pois ela nos liberta, assim como nos une. É um vício que temos prazer em alimentar, porque a leitura nos permite abrir a mente e viver outra vida, descobrir certas coisas que não conhecíamos e que, afinal, nos parecem fantásticas. Isso também é ler, é aprender a entender melhor. A leitura te salvará de cometer um crime contra a humanidade ao cometer erros graves. Pois ler dá prazer. Além disso, ler abre as portas para se poder viver aventuras com personagens fictícios, descobrir uma história original e de tentar compreendê-la acreditando-se nela. Por fim, ler ajuda a relaxar. Está provado que ler é uma fonte de relaxamento, que ainda não despencou lendo um livro após um dia cansativo. Mas, além do risco de cair no sono, é um momento real em que seu corpo pode descansar.

Além de tudo, a leitura vai cultivar sua alma e expandir seus conhecimentos. Pois bem, a leitura vai permitir que você amplie sua base de conhecimento e saiba, se já não é o caso, os grandes clássicos da literatura (base mesmo assim …), você sai amadurecido e especialmente menos estúpido. Ler é a única coisa que você pode abusar. Portanto, vá em frente, compre livros, leia, dia, noite, manhã, meia-noite ou meio-dia … Resumindo, leia, leia e releia; abuse desse prazer e seja um autodidata.

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