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Dr. Jorge

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Será que preciso ler toda a bibliografia do meu curso?

Um dos dilemas da vida acadêmica diz respeito ao que fazer com a bibliografia das disciplinas cursadas, seja na gradução, seja numa pós-graduação (até mesmo em um mestrado ou doutorado). No caso da graduação, é frequente que os alunos estejam matriculados, simultaneamente, em até cinco disciplinas, cada uma com uma carga de leitura que pode ser razoavelmente alta. No mestrado e no doutrado, cursa-se muito menos disciplinas, contudo a carga de leitura de cada uma chega a ser brutal! Para piorar, frequentemente o estudante precisa também trabalhar e cuidar de sua família além de cultivar seus relacionamentos amorosos, relacionamentos com amigos, parentes etc – afinal, a vida pessoal e profissional não pode ser sacrificada. No entanto, as listas de livros estão lá. Como fazer para ler tudo isso? E mais: é preciso realmente ler tudo?

Ler ou não ler, eis a questão.

Diante da pergunta de se é preciso mesmo ler toda a bibliografia de cada disciplina, as respostas podem variar. Há quem dirá que É ÓBVIO que sim! Segundo esses, você precisa ler tudo, para aprender e solidificar seus conceitos, sua bagagem intelectual etc, afinal, você está na vida acadêmica para isso mesmo. Outros dirão que, na verdade, é estratégico NÃO ler tudo… Isso seria uma espécie de “macete”, um “segredo” da vida acadêmica… O que fazer?

A decisão é sua

Eu serei honesto com você. Brutalmente honesto. A decisão cabe ao estudante – a VOCÊ! – e de acordo com suas circunstâncias. Evidentemente, ao ler toda a bibliografia da ementa, você certamente adquirirá mesmo conhecimento. Contudo, na vida universitária, sobretudo quando é preciso conciliar estudo e trabalho, o tempo é curto e se torna, então, um recurso escasso. Dessa forma, torna-se necessário tomar decisões de forma estratégica.

Fazendo uma triagem – leitura estratégica

Além de assistir aulas, você tem sua vida pessoal e afetiva, afinal você precisa construir relacionamentos, fazer networking, atividades extra-curriculares e possivelmente trabalhar e cuidar de sua família. Infelizmente, frequentemente não é possível gastar todo seu tempo “livre” lendo toda a bibliografia de cada ementa das cinco disciplinas que você está cursando. O que fazer?

Priorize

Faça uma triagem dos seus trabalhos acadêmicos. Triagem (do francês triage) originalmente era um termo médico, usado em situações de guerra. Referia-se à prática de analisar quantos pacientes os médicos tinham esperando atendimento e, então, decidir para quais eles deveriam dar prioridade (numa situação de guerra, infelizmente, às vezes não é possível cuidar de todos). Bom, a vida universitária muitas vezes é uma guerra! Certo? E é uma guerra que você precisará vencer. Na verdade, a triagem obviamente pode e deve ser aplicada a várias áreas da vida. Trata-se de priorizar.

“Mensurando” as disciplinas

Quanto às leituras recomendadas, nem sempre todas elas são necessárias para que você obtenha boas notas. Uma parte considerável do conteúdo da leitura será de qualquer forma tratada em sala de aula, explicada pelo professor, durante a exibição de slides etc. É possível, então, tomar notas e aprender durante a própria aula. E, sendo bastante sincero, sempre existe muito material de leitura que simplesmente não irá cair na prova. Contudo, em algumas outras disciplinas, todo o material de leitura é de fato cobrado. Portanto, é preciso fazer uma estimativa e uma “mensuração” das disciplinas (“gauging”, como dizem os ingleses). Avalie o que será cobrado em cada uma. Então, tente descobrir quais disciplinas requerem de fato bastante leitura e, em quais disciplinas, é possível deixar de lado uma boa parte da bibliografia.

Ler, não ler ou… ler parcialmente

É claro que o ideal seria poder ler com proveito tudo, mas como temos limitações de cronograma e frequentemente precisamos tomar decisões estratégicas e fazer a triagem.

E não se trata de simplesmente “ler” ou “deixar de lado”. Existe um meio termo (para aprender mais sobre como fazer uma leitura estratégica, em cada texto, leia este artigo AQUI).

Existem, simplificando, três opções:

  1. Ler
  2. Ler parcialmente
  3. Não ler

No caso de alguns livros ou capítulos, é viável pular boa parte do texto e ir para a conclusão do capítulo, por exemplo e resenhar essa conclusão, tomando nota das ideias principais – talvez voltando a algumas subseções do capítulo para tirar algumas dúvidas específicas.

Conclusão – esforço estrategico

Porém, em outros casos, “deixar de lado” ou mesmo ler parcialmente, não irá funcionar e você realmente precisará dedicar seu tempo para ler tudo. A chave é permanecer atento a isso e dedicar seu esforço de forma estratégica. O tipo de leitura também é importante. No caso das fontes primárias e dos materias de referência, você deve dar prioridade. Algumas fontes secundárias, frequentemente, são “deveres de casa” paralelos. Leve suas fontes primárias (o livro ou o xerox dos capítulos relevantes, o PDF no celular ou tablet etc) para aula. Se você tiver como acessá-las e consultá-las durante a aula (na sala ou em casa, à distância, no contexto da pandemia), você conseguirá consolidar melhor o conteúdo em sua mente.

Leia também este artigo, que complementa as dicas que você acabou de ver aqui.

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